CÂMARA APROVA MOÇÃO DE APELO PELO NÃO FECHAMENTO DA UPA ENQUANTO PRONTO SOCORRO NÃO ESTIVER APTO À DEMANDA

Publicado em: 26 de julho de 2017

Foi por unanimidade. A Câmara Municipal de Pederneiras, aprovou Moção de Apelo, de autoria dos vereadores Adriano do Postinho (PRP), Prof. Marildo (PSL), Ezequiel Lima (PRP), Chapéu (PSDB), Durva (PV) e Joãozinho da Farmácia (PSDB) endereçada às autoridades competentes nas esferas Federal, Estadual e, em especial, ao prefeito Vicente, para que mantenha o atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lara Fernanda Augustini Beltramini, até que o Pronto Socorro esteja com suas novas instalações funcionando a contento da população, podendo assim atender a todos usuários por completo e, enquanto isso não acontecer os vereadores que assinaram a moção se posicionaram totalmente contra o fechamento da UPA.

O assunto foi alvo de discussão

O vereador Adriano do Postinho, usou de cartazes para embasar seu posicionamento. O custo, segundo ele, de 390 mil reais, pelo modelo bipartite, são 120 mil reais do Governo Federal e o restante, 270 mil reais, do município. Com o fechamento da unidade uma falsa “economia” seria gerada, onde 120 mil reais seriam repassados para a Santa Casa e o restante, 150 mil, utilizados em readequação de três Programas de Saúde Família (PSF) com a contratação funcionários e equipamentos. O parlamentar ainda levantou outra situação. Que o conhecido “Postão” deverá ser transferido para o prédio da UPA, que não estaria adequado para recebe-lo. “Eu fui ver se nós vamos ter mais especialidades. Por exemplo, nefrologista, neuropsiquiatria... Não! Não! Exatamente. Identicamente. São os mesmos da unidade básica de saúde, lá do Postão, que serão colocados dentro da UPA. O Postão hoje não tem a documentação que fala que ele é Centro de Especialidades. Hoje ele funciona como um Centro de Especialidades sendo uma unidade básica de saúde. Se todos do Postão vão pra UPA, então vamos ter mais contratações”, explicou o parlamentar. Ele ainda levantou os valores quanto a multa referente ao prédio da UPA (um milhão de meio, divididos em 60 meses) e o transporte de passageiros. “Se não tem orçamento, como funcionou até hoje? Nós podemos remanejar 25% do orçamento da Prefeitura. Que poderíamos muito bem remanejar pra Saúde pra manter a UPA aberta”, disse o parlamentar que defendeu maior diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo, antes de qualquer decisão. O vereador também sugeriu elaboração de convênios com FAMESP, governo estadual e federal.

O vereador Chapéu, explicou o motivo de sua assinatura no documento pedindo apoio aos poderes instituídos para que não feche a UPA. Para ele, o que está havendo na cidade é politicagem. “No meu ponto de vista foi feito politicagem lá atrás. Temos que ser bem claros. Segundo senhor Vicente, foi remanejado o recurso pra UPA e parece que foi retirado da Santa Casa. Era até capaz de fechar a Santa Casa por causa desse remanejamento. Essa transação acontecida na gestão passada”, disse.

A vereadora Regina Barrach, usou notícia veiculada pelo site da Prefeitura Municipal, de 16 de novembro de 2016, com declaração do então prefeito Daniel Camargo para questionar sobre a dotação orçamentária feita até o final de 2016. “Foi uma luta muito grande entregar a UPA apenas com recursos municipais. A crise afetou todo mundo governos, estados e municípios. Mas, com esforço e controle financeiro conseguimos abrir a UPA e reservar o dinheiro para mantê-la funcionando até o final do ano.” Para ela, isso foi uma irresponsabilidade. “A intenção da antiga administração, a partir do momento que habilitou a UPA, era exatamente fechar o Pronto Socorro. Então vocês acham o que? Que é mais complicado para o município fechar uma UPA ou fechar um Pronto Socorro? Já usei a UPA várias vezes. Problema da UPA é que ela não a retaguarda. Quando existe uma urgência ou emergia pra onde vai aquele paciente? Pra Santa Casa! O Pronto Socorro estando junto com a Santa Casa é muito melhor”, explicou Regina.

O vereador Danilo Alborghetti enfatizou que a população está podendo ver a efetiva participação do Legislativo em não fechar a UPA e questionou se a antiga administração conversou com o vereadores antes da inauguração da unidade. “Eu acredito muito nas pessoas. Eu acredito que ninguém estaria fazendo loucura fechando uma UPA ou, transformando em Centro de Especialidades, transferindo para a Santa Casa. Reestruturando a gente acredita que vai atender. Até porque até um ano atrás todo mundo era atendido na Santa Casa. Porém se não atender, teremos que repensar. Isso não é um fato que vai ser consumado em um mês. Se não atender tem que realmente reformular”, afirmou o parlamentar.

Ezequiel Lima, disse que inúmeras pessoas o procuraram pedindo que intercedesse para o não fechamento da UPA. “Eu sou contra o fechamento mas digo, que estou acreditando na minha cidade e nas pessoas que estão à frente dos trabalho, que pra vocês é uma responsabilidade muito grande. Estou torcendo para que vocês estejam tomando a melhor atitude com respeito à UPA. Minha torcida é para as coisas darem certo”, afirmou.

Para o vereador Prof. Marildo a destinação do dinheiro, feita pelo Executivo, é o grande problema para o fechamento da Upa. “Está faltando dinheiro e, nós temos esse dinheiro! Estamos investindo nosso dinheiro errado! Investindo em cargos que não deveriam existir. Fazendo festas que não deveriam ser feitas(...). “Nós estamos aqui falando em fechar uma porta que foi difícil de abrir”. Para ele, a decisão foi unilateral e os vereadores foram apenas comunicados. Não houve diálogo para que o “fardo” da decisão pudesse ser dividido.

 


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